Quais são as previsões de demanda de mercado para chá no atacado nos próximos 5 anos?

2026-02-03 11:37:20
Quais são as previsões de demanda de mercado para chá no atacado nos próximos 5 anos?

Trajetória de Crescimento do Mercado Global Atacadista de Chá e Principais Indicadores

TCG, valorização projetada e crescimento de volume (2025–2030)

O mercado atacadista de chá em todo o mundo parece estar prestes a expandir-se consideravelmente, crescendo cerca de 6,8 por cento ao ano até 2030, quando pode atingir um total de aproximadamente 82,5 bilhões de dólares. As pessoas estão consumindo mais chá atualmente, pois se preocupam com sua saúde e buscam alternativas melhores às refrigerantes açucaradas. Além disso, cafés e restaurantes estão retomando suas atividades após o caos causado pela pandemia. Os chás verdes e as sofisticadas misturas herbais estão realmente ganhando destaque, já que os consumidores os apreciam por seus antioxidantes e outros benefícios para a saúde. A maior parte do chá vendido no atacado é destinada a grandes clientes, como hotéis, restaurantes e refeitórios corporativos, que compram em grande volume. Também observamos mudanças interessantes na forma como o chá é embalado para pedidos em grande escala e nos novos serviços de assinatura voltados para empresas. Esses avanços ajudam as empresas a lidar com a volatilidade dos preços do chá, mantendo ao mesmo tempo a qualidade consistente e o fácil acesso às bebidas favoritas dos clientes.

Liderança na Ásia-Pacífico versus premiumização e demanda impulsionada pela sustentabilidade na América do Norte/UE

A região da Ásia-Pacífico detém cerca de 65% do mercado atacadista mundial de chá, principalmente devido à enorme demanda da China e da Índia, onde as pessoas consomem, em média, mais de 700 gramas de chá por ano. A situação é diferente nas Américas do Norte e na Europa. Nestes mercados, há menos ênfase na quantidade de chá vendida e mais foco no tipo de chá oferecido. Produtos orgânicos e certificados como comércio justo podem alcançar preços cerca de 30% superiores nesses mercados. A sustentabilidade também se tornou extremamente importante — quase 78% das empresas consideram fatores ambientais ao adquirir chá. Elas avaliam desde métodos de transporte que reduzem as emissões de carbono até embalagens biodegradáveis e fontes que garantem condições justas de trabalho. Embora os países asiáticos continuem concentrados na produção eficiente de grandes volumes, os compradores ocidentais estão exigindo produtos premium, como chás de origem única raros e misturas especiais desenvolvidas para auxiliar na função cerebral, em distúrbios digestivos ou simplesmente na redução dos níveis de estresse. Essa mudança implica que os fornecedores de chá precisam adaptar suas práticas de aquisição, obter as certificações adequadas e rastrear a origem de seus produtos ao longo de toda a cadeia de suprimentos.

Demanda Comercial de Uso Final: O Principal Impulsionador do Volume de Chá no Atacado

Recuperação do setor HORECA e de foodservice: Por que 68% do chá no atacado é destinado a compradores comerciais

O setor HORECA (que inclui hotéis, restaurantes e cafés) representa cerca de dois terços de todo o chá adquirido no atacado mundialmente, tornando-se, assim, o principal impulsionador das vendas de chá. Desde o fim da pandemia, as empresas têm comprado mais chá do que nunca, pois identificam diversos benefícios. O chá oferece margens de lucro realmente atrativas, atingindo, por vezes, mais de 300% por xícara servida. Além disso, está disponível em inúmeros formatos — quente, frio e até versões gaseificadas — que atendem a diferentes preferências dos clientes. A compra em grande volume ajuda a reduzir custos, ao mesmo tempo que permite oferecer variedade nos cardápios, desde tradicionais blends de Assam até modernos chás gelados de matcha e especiais chás herbais com benefícios adicionais para a saúde. A demanda também costuma apresentar picos sazonais, especialmente no verão, quando os chás gelados prontos para consumo ganham popularidade. Esse padrão gera pedidos recorrentes estáveis ao longo do ano, abrangendo diversas localidades e portes de negócios.

Programas de bem-estar corporativo, embalagens em grande volume com marca privada e modelos de assinatura B2B

O mundo do atacado não é mais o mesmo de antes, fora das operações regulares de serviços de alimentação. Vamos analisar três grandes mudanças que estão ocorrendo agora mesmo. Muitas empresas que administram programas de bem-estar passaram a oferecer chás especiais em vez de bebidas açucaradas. Cerca de 15 a 20 por cento de seus gastos com bebidas agora são destinados a essas misturas especiais, que ajudam na concentração, reforçam a imunidade ou simplesmente promovem o relaxamento após o expediente. Varejistas e restaurantes também estão adotando embalagens em grande volume sob marca própria, em tamanhos que variam de 20 kg até recipientes de 50 kg. Essa abordagem reduz os custos de frete em cerca de 30 a 40 por cento e permite que essas empresas se destaquem frente à concorrência. Para pequenas empresas que enfrentam problemas de espaço, as assinaturas B2B também estão se tornando muito populares. Esses sistemas reabastecem automaticamente os suprimentos sempre que necessário, economizando tempo e dinheiro. Geralmente incluem opções de misturas personalizadas, selos de certificação orgânica e fórmulas adaptadas às condições climáticas locais. Todos esses movimentos combinados significam que os atacadistas podem esperar pedidos mais consistentes e se preocupar menos com estoques excessivos parados sem uso.

Mudanças nos Canais de Distribuição Reconfigurando a Aquisição por Atacado de Chá

Supermercados e hipermercados: Consolidação, pressão por marcas próprias e aquisição direta por varejistas

Grandes marcas de supermercados e hipermercados começaram a eliminar totalmente os intermediários, estabelecendo acordos diretos com as próprias plantações de chá. Essa mudança ocorreu bastante rapidamente, pois as empresas estão se fundindo e buscando manter suas margens de lucro saudáveis. Quando os varejistas vão diretamente à fonte, obtêm muito maior controle sobre o sabor do produto, sobre os preços atribuídos a ele e até mesmo sobre sua marcação. Os produtos de marca própria estão realmente em alta nos dias atuais. Referimo-nos aos chás de marca da loja que ocupam prateleiras em toda a Europa e na América do Norte. Já representam cerca de um terço do espaço de exposição disponível em muitas lojas. Com a fusão desses grandes grupos varejistas, eles conseguem exigir descontos maiores dos fornecedores simplesmente porque compram grandes volumes de uma só vez. Os distribuidores, contudo, não estão sendo deixados para trás. Em vez de resistir a essa tendência, muitos estão se adaptando, oferecendo serviços adicionais, como a mistura de diferentes blends, o gerenciamento de certificações orgânicas e a organização de redes eficientes de transporte entre fazendas e lojas.

Ascensão das plataformas digitais B2B e dos atacadistas regionais, possibilitando um fornecimento ágil para operadores de foodservice de PME

As plataformas online B2B estão mudando a forma como pequenas e médias empresas do setor de alimentação operam, conectando-as diretamente a produtores especializados. Essas conexões oferecem aos operadores uma visão em tempo real dos níveis de estoque, permitem pedidos menores do que os exigidos pelo atacado tradicional e fornecem informações claras sobre a origem dos produtos. Ao mesmo tempo, distribuidores locais especializados em armazenamento refrigerado e controle de temperatura desempenham um papel vital. Eles lidam com itens delicados, como chá orgânico folha solta ou blends raras de origem única, que exigem condições cuidadosas de transporte para manter sua qualidade. A combinação de marketplaces digitais e desses prestadores especializados de logística permite que empresas menores adquiram chá de alta qualidade e totalmente rastreável, sem precisarem investir em caros espaços de armazenamento ou equipamentos. Para muitos cafés e restaurantes independentes, isso significa uma melhor seleção de produtos a preços competitivos, mantendo ainda assim rigorosos padrões de segurança alimentar em toda a cadeia de suprimentos.